nas margens do sagrado ganges


Jaipur, 04 de novembro de 2011

A chegada à Índia foi impactante. Em um momento estávamos caminhando no sossego das trilhas do Himalaia e no seguinte em meio à confusão de um país multifacetado e cheio de excessos. Especialmente, porque seguimos direto pra Varanassi. Foi como começar com os dois pés no peito. Com todo o caos e religiosidade em sua carga máxima. Estressando os sentidos sem dó, nem piedade.

 

 

 

No caminho das índias

Entramos no País a pé. Fronteiras terrestres raramente são locais agradáveis, imagine entre o Nepal e a Índia. Cruzando a divisa, é necessário atravessar a sujeira e o caos de vacas, taxistas, casas de câmbio, vendedores de frutas, roupas e sabe-se-lá-o-quê até encontrar um improvisado puxadinho que funciona como o posto de migração indiano. A confusão é tanta que uma garota da República Tcheca que conhecemos havia ido de um país ao outro sem carimbar o passaporte e pretendia voltar do mesmo jeito. Fomos atrás de um caquético ônibus que seguiria direto pra Varanassi em uma jornada de 11 horas que se somariam às outras oito já viajadas pra chegar até ali.

O dia na estrada foi passado com muita banana.

Se o ônibus era velho, pelo menos estava vazio e nós pudemos nos esparramar nos bancos duros e tentar dormir um pouco. Madrugada à dentro, entre um cochilo e outro, a gente se assustava com o famoso jeito de dirigir indiano. Trânsito na Índia é uma história à parte. Não existem regras, no máximo algumas referências que podem ou não ser seguidas ao sabor de cada motorista. Mão e contra-mão é um conceito vagamente respeitado, buzina é pra ser usada todo o tempo em que o motor estiver ligado e a distância segura entre dois automóveis é medida em centímetros. Mas, dirigindo assim, eles não batem? Claro que batem! Nós já vimos quatro ou cinco batidas até agora. Até participamos de uma delas. O que parece é que não se importam. Mexem a cabecinha e a vida segue sem sequer descerem do carro.

Na "estrada" entre a fronteira e Varanassi. Uma primeira amostra do que estava por vir...

Aliás, a “cabecinha” é um clássico. Uma remexida de um lado pro outro (alguém se lembra da novela da Globo?) que pode significar: sim, talvez, obrigado, de nada etc. É preciso aprender a entender ou – mais ousado – tentar fazer. Na hora de cumprimentar ou tocar em alguém, usar apenas a mão direita. A esquerda tem a função menos nobre da limpeza após necessidades básicas. Necessidades que muitos fazem sem constrangimento em qualquer matinho que encontrem pela frente. Com relação à roupa, as dicas básicas são: homens que não usam calças são menos respeitados e as mulheres podem andar com a barrigada de fora, mas não devem mostrar os ombros. Vivendo, aprendendo e tentando adaptar! Varanassi é um ótimo lugar pra observar as pessoas. Nesse aspecto, foi bom começar essa parte da viagem por ali.

Os trajes típicos das indianas. Sem ombros indecentes de fora...

 

Varanassi

Nada que a gente diga poderia realmente descrever as impressões da chegada à Varanassi. A intensidade da cidade está nos cheiros, no barulho, nos sabores. Varanassi é o que temíamos e o que buscávamos na Índia em sua máxima expressão. Caos, sujeira, miséria. Cores, cultura, hinduísmo. Às margens do trecho mais sagrado do Rio Ganges, é uma das mais antigas cidades do mundo e provavelmente o mais importante destino de peregrinações indiano. É onde os rituais de vida e morte acontecem ao ar livre e onde um hindu quer terminar seus dias. É preciso respirar fundo pra encarar e encontrar os meios pra admirar a overdose de estímulos.

Ainda acostumando à "overdose de estímulos".

Na margem do Ganges.

Nem tudo são flores na cidade. Aliás, quase nada é. Tem lixo espalhado por toda parte, sendo queimado e contaminando nossa respiração. Os carros, caminhões e tuc-tucs infernizam as ruas com suas buzinas incessantes e acrescentam sua própria poluição ao ar. As sagradas vacas deixam o trânsito ainda mais complicado, metem-se em passagens estreitas e chegam aos cais, espalhando suas santas defecadas em cada canto disponível. Nessa missão, contam com a ajuda de macacos, cabras e javalis que também levam suas vidas a vagar pelas ruas. A forma como as pessoas vivem assusta. Sem higiene, sem conforto, sem espaço. Pelo menos, não compatíveis com aquilo que julgamos normal ou humano.

O lixo acumulado em alguns trechos do Ganges é impressionante.

As vacas sagradas estão por toda parte.

Mas, nem tudo são mazelas. Existe uma beleza peculiar em Varanassi. O exótico, o encantamento da religiosidade ali expressa em vibrante choque cultural. Todos os caminhos levam ao Ganges, com seus ghats cheios de significados e importâncias. O hindu não vê a água poluída que vemos. Vê a oportunidade de lavar seus pecados, de melhorar seu kharma e de libertar-se do ciclo de reencarnações. Limpam-se na água sagrada. Cremam seus mortos. Evocam seus deuses. Passamos um bom tempo em um começo de noite acompanhando um desses rituais. Um corpo chegando em procissão, recebendo seus cuidados finais, transformando-se em pira e tendo suas cinzas lançadas ao rio.

Um dos belos edifícios às margens do Ganges. Qualquer espaço pode ser usado para a meditação.

É neste lugar que os mortos são cremados, as imagens são bem fortes. (As fotos durante o ritual são proibidas.)

Em qualquer hora do dia é possível ver pessoas se banhando e rezando no Ganges.

Vimos também cerimônias em que, embora não tenhamos compreendido bem o significado, percebemos a emoção das pessoas presentes. Uma delas, no Dasaswamedh Ghat, acontece todas as noites e recebe multidões de peregrinos e muitos turistas. Encontramos outra por acaso, rodando perdidos pelas vielas do bairro histórico que, por sinal, são muito fáceis de perder-se.

Todos os dias multidões se reúnem para assistir a cerimônia no Dasaswamedh Ghat.

Tentando nos misturar aos locais.

Durante o dia, andar pelos Ghats pode ser surpreendentemente tranquilo, apesar do inevitável assédio de vendedores e pilotos de barcos. Aliás, em algum momento, será preciso escolher um dos insistentes barqueiros e curtir um passeio pelo Ganges. É a mais agradável opção na cidade e onde se encontra seus melhores ângulos. A margem do rio está repleta de palácios construídos por marajás, templos e gente interessante. E tudo ganha um cor especial quando olhado “de fora”. Faz pensar: então essa é a Índia, esse é o hinduísmo…

Durante o passeio de barco no Ganges.

Hinduísmo

O hinduísmo é por vezes considerado a mais antiga tradição religiosa viva do mundo. Embora, não seja propriamente uma religião ou de fato uma única tradição. Não tem fundador, líder máximo ou sistema unificado de crenças. Contempla vários credos e idolatra centenas de milhares de deuses, sendo ainda assim de certa forma monoteísta. Difícil explicar, muito fácil notar. A grande maioria dos indianos é hindu e o hinduísmo define profundamente o povo indiano. Permeia das atividades mais rotineiras às decisões mais importantes da vida, estabelecendo (ou legitimando) o entendimento de qual é o papel de homens e mulheres, da família, das diferentes castas, etc. Enfim, o papel de cada um na sociedade. O hinduísmo tem impactos visíveis que vão além de alguns magrelos de tanga praticando yoga. Doutrina o conformismo servil de muitos diante dos privilégios de bem poucos e dá ares de sagrado à profana miséria da Índia.

Em resumo, a chegada à Índia trouxe uma nova experiência: rica, mas não necessariamente agradável. Cenas fortes que, porque não, também são inesquecíveis. Um mundo novo, que impressiona e ensina. A beleza em Varanassi estava no contraste com nossas próprias referências. Mas, a Índia também tem coisas incrivelmente belas na conotação usual do termo. Maravilhas construídas pelo homem e admiradas por todo o mundo. E foi pra lá que seguimos!

Vem aí uma linda história de amor...

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34 respostas para nas margens do sagrado ganges

  1. Rafael disse:

    Quando comecei a planejar minha viagem de volta ao mundo, uns meses atrás, achei o blog de vocês. Naquele momento já tinha sido impactante: que experiência deve ser largar tudo e viajar. Agora estou também na estrada – há poucas semanas cheguei na Índia. E, meio que sem querer, achei seu blog de novo. É impressionante como sua descrição da Índia bate com o que tenho vivido. Trânsito, religiosidade, caos… não tem como voltar a mesma pessoa daqui. Ainda não visitei Varanasi. Quando for lá (muito em breve) posto minhas percepções aqui. Boa viagem pra vocês!

    • Legal, Rafael! Passamos pelo seu blog e achamos suas descrições incríveis, muito bem escrito!
      Vocês vão ficar um bom tempo na Índia, né?! Vai ser interessante ouvir suas percepções depois de um tempo maior…
      Boa viagem por aí também!

  2. Anônimo disse:

    Meninos!!!.As fotos e os posts muito lindo,mas realmente impressionante a sujeira e poluição que vcs relatam no Rio Ganges,e eles acreditando estar se purificando.
    Continuem com esta energia que demonstram,e que todo este conhecimento e aprendizado fortaleça o amor que os une.Sucesso.Bjs

  3. Meus referenciais de mochileiros! Como havia prometido, aqui estou eu, viajando com vocês! Lembram de mim? Priscilla, a carioca perdida em Pequim, com destino ao Tibet!

    Espero que continuem se divertindo e aprendendo muito!
    Ficarei ligada por aqui!

    Abraços!

    • Oi, Priscilla! Que bom te ver por aqui! Espero que tenha curtido o resto da viagem pela China. Lembramos de vcs aqui na India, se vcs acharam os trens da China ruins, iam se desesperar com os daqui… rsrsrsr…
      Apareça!

      Abraços para vc e pro resto da trupe

  4. Anônimo disse:

    Fred e Letícia : quanto aprendizado , não é? De quantas maneiras diferentes se pode olhar o mundo!!!!!!!
    Lendo esse trecho sobre a Índia no blog, lembrei de um trecho da canção de Caetano ” quando lhe encarei frente a frente não vi o meu rosto…” e aí, nesse primeiro momento deve ser um choque tremendo com o que temos de referências e o mais comum deve ser a rejeição , não é? até então, aos poucos incorporar e passar a absorver e entender ,penso eu.
    Achei lindo demais esse trecho do blog:”O hindu não vê a água poluída que vemos. Vê a oportunidade de lavar seus pecados, de melhorar seu kharma e de libertar-se do ciclo de reencarnações. Limpam-se na água sagrada.” Se para não hindus é difícil de aceitar pode-se respeitar e.. assim, entender e se abrir para as diversidades”. Obrigada por compartilhar tamanha experiência!!!! Abraços e beijos.

    • Mtas maneiras diferentes, é verdade!! A gente estranha mesmo qdo não vê “nosso rosto”. Às vezes é pura admiração, outras é puro estranhamento… Tem coisas que aprendemos a respeitar e entender melhor. Outras não dá. Miséria, por exemplo, é uma coisa feia de ver e a gente até acostuma, mas não pode nunca aceitar! Ficamos sem saber de quem veio o comentário, identifique-se! rs…
      Mas, obrigado desde já!! Abraços e bjos

  5. Anônimo disse:

    Realmente, foi bem impactante a entrada de vcs. pelo Rio Ganges…quando chegaram à Índia.
    Are baba!!! É mesmo chocante este choque de civilizações. As tradições dos indianos impressionam mais ainda quando relatados por vcs. que se juntam a eles quase se tornando iguais.
    Namastê! Vou esperar pela bela história de amor…

  6. Dani e Douglas disse:

    Oi Let e Fred!
    Estamos cada dia mais impressionados e “viciados” no blog… Lindas fotos e posts sensacionais!!! Como vocês adquirem tantas informações?
    Aguardamos novas aventuras!!!
    Abracos!
    Dani e Douglas

    • Queridos!
      Que bom que estão curtindo. As informações vem principalmente de guias como o lonely planet. Cada lugar que vamos compramos um e o Fred os devora vorazmente e depois me conta tudo durante os passeios… rsrsrs…
      Já vi algumas fotos do casório. Vocês estavam lindos, dava pra ver o tamanho da felicidade no sorriso de vcs.
      Beijo grande pra vcs!

  7. Rosângela disse:

    Andei um pouco ocupada e por isso estava em falta com a leitura do blog. Mas hoje especialmente tirei a manhã para colocar em dia.
    Foi gratificante, posso dizer terapeutico, pois não acordei muito bem e ao ler seus relatos e
    aventuras, me senti muito melhor. Foi um relax apreciar essas fotos maravilhosas. Realmente esse blog está ficando maravilhoso que compartilho com a idéia de se tornar um livro.

    Vocês estão me mostrando um lado do mundo que não tinha como prioridade conhecer e que através de vocês está me despertando curiosidades. Menos, até agora a Índia, que sempre ouvi falar o que realmente estão passando. Acho muito complicado essa diferença de cultura.

    Continuem relatando com toda essa clareza que vem nos proporcionando que eu posso dizer que estou aproveitando muito. Está show!

    Boa sorte no que vem pela frente.
    Beijos, Rosângela

    • Oi, Rosângela! Sentimos mesmo sua falta…
      Que alegria é poder ter ajudado a melhorar seu dia. Ao ler seu comentário ganhamos o nosso! :)
      Os primeiros dias na India são mais complicados para a adaptação. Mas, com um pouco de boa vontade e cabeça aberta a gente acaba se acostumando. E existem tantas belezas por aqui que não poderíamos de deixá-la de fora…
      Um beijo e apareça!

  8. Cibele Ruas disse:

    Ah, eu vi um documentário onde eles mostraram este ritual funerário no rio Ganges. Realmente imagens fortes. Fico imaginando as pessoas nesta água que tem de tudo, inclusive restos mortais. A fé é cega mesmo, acho que só assim para suportar esta realidade caótica.

    Enfim, a viagem de vocês tem de tudo deste mundo! Quem sabe ao final desta passagem por aí, estarão contagiados por esta espiritualidade, e se arriscarão a por o dedo na água sagrada. Abraços, Cibele.

    • É, Cibele… E, sabe, o pior é a poluição de indústrias. Pior até que o esgoto residencial que desce direto pra lá. Mas, por fé ou por hábito, o fato é que o povo de lá se mete naquele rio diariamente. Tomam banho, se divertem, rezam, lavam roupa etc. E não se preocupem com nossos dedos, manteremos eles secos! rs… Bjos

  9. Sílvia Maria Maia Pimentel Barros disse:

    A cada post, vocês se superam e nos encantam com as fotos maravilhosas e os comentários sagazes e inteligentes. Que inveja boa de vocês! Concordo com o Rogério… estabilidade (que taurinos adoram e nela se apegam); bênção ou prisão? Meu coração pede cada dia mais por liberdade e me atirar no mundo como vocês. Boa sorte na Ìndia e nas próximas paradas.

    • Oi, Sílvia! Quem sabe dar ouvidos a esse coração e se jogar nesse mundão!
      Pra quem gosta de estabilidade (citando Einstein):
      “Viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio”.
      Valeu!

  10. Anônimo disse:

    Querida Lets, é uma delícia ler cada palavra dessa narração. Espero que um dia esses relatos se tornem um livro.
    bjs e muita sorte por aí!
    Mara

  11. Anônimo disse:

    Letícia , vcs. são realmente formidáveis narradores de “viajem” .Parabéns….

  12. Leandro e tatiana disse:

    Bem vindos a India! Liguem para Manish!
    Se precisarem de socorro, tem meu amigo aqui Puneet que conhece gente na India toda!
    CUIDADO COM ÁGUA E COMIDA!!!

  13. Guilherme disse:

    de Beijing a Varanassi, passando por Lhasa e Kathmandu: vencidos limites extraordinários, desfrutadas incríveis fornteiras! tô curtindo viajar com vocês… chego a sentir cores, sabores e odores. dois abraços fortes!

  14. Kécia Torres disse:

    Ahhh… na hora que empolguei com as belezas indianas… tcharammm… cenas do próximo capítulo! rs… a parte melhor aliás… que vai falar de uma linda história de amor… vcs estão se tornando profissionais nesta arte de prender a atenção do leitor!!
    Por favor não demorem muito pra escrever!! rss… eu como leitora assídua, fico aqui ansiosa para me deliciar nas bem formuladas narrativas deste lindo casal!
    Parabéns!! E continuem registrando tudo.
    Ahh… tem como colocar mais fotos no Flickr?
    Sucesso pra vcs na India!!
    Beijo!

    • rs… qdo vc pensa em “foi uma linda história de amor” vem a música do jorge ben jor na sua cabeça?! ahahaha! tá chegando, se a internet ajudar, a gente não demora a subir. o flickr tá um fracasso, né? com fotos de antes da viagem começar. a ideia era atualizá-lo, mas até hoje nada… não podemos prometer, mas continua lá nos planos :)

  15. Shirley disse:

    ah e esqueci de comentar… aquela mulher estava com a mão no rosto pensando ou escarrando no meio do povo???? eeeeeecaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

  16. Shirley disse:

    É realmente a foto da Leticia acima, demonstra que a primeira impressão não foi muito agradável, tanto que o semblante dela nesta foto ta meio caido, tipo assim: ” oh my God, que eu vim fazer aqui!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, mas ja na outra está com uma carinha melhor… Fantástica experiência de vcs, não sei se teria coragem de ir na Índia um dia…

    • kkkkkkkkkkkk!!! A confusão da chegada nos fez pensar exatamente desse jeito! Sabe, depois vc vai se acostumando e tb tem lugares mais tranquilos. Índia não é programa pra férias tranquilas e relaxantes, mas pode ser mto bom tb! E tem lugares sensacionais, vem mais nos próximos posts! Bjos

  17. Rogério disse:

    Uau! Cara, a cada post dá uma vontade de chutar o balde e colocar o pé na estrada! kkkkkkk Muita calma nessa hora… Hô estabilidade, será uma benção ou uma prisão? Sonho de consumo ou gaiola de ouro? rsrsrs
    Abraço e boa sorte na jornada!

    • Ah, peixe… boa pergunta! De certa forma, a gente tava nessa gaiola de ouro tb. Mas, deixaram a grade aberta e nós largamos o alpiste pra correr atrás de nossas próprias minhocas! ahahaha Abração!

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