quase tudo o que é preciso saber sobre saúde fora do país


São Paulo, 29 de janeiro de 2011

Realizar sonhos deve fazer muito bem à saúde mental de qualquer pessoa, mas essa viagem sem dúvida traz alguns riscos à nossa saúde física… Uma das primeiras perguntas que nos fazem quando ficam sabendo dessa empreitada é: já fizeram um seguro internacional? Bem, fizemos. Mas, os cuidados com a saúde vão além disso quando se pensa em passar um ano fora de casa. Vamos tentar organizar aqui as principais ações que estamos tomando. E não podemos deixar de dar o mérito dessa organização ao pai da Letícia, que muito meticulosamente estruturou essa frente de planejamento.

Para facilitar, vamos manter a mesma lógica que nosso tutor nos passou e dividiremos o tema saúde em seis blocos: Cuidados prévios, Vacinas, Medicamentos, Alimentação, Plano de saúde e Como lidar com problemas. Vocês vão ver que ler esse texto não elimina a necessidade de procurar alguns especialistas, mas pode economizar um bom tempo em pesquisa e tirar algumas dúvidas. Nesse post, falaremos sobre os primeiros tópicos listados aí acima e, em breve, concluímos esse assunto.

Cuidados prévios

Esse é um tema mais do que pertinente para começar, pois eu (Fred) estou em plena recuperação de uma pequena cirurgia para extração dos quatro sisos. Estou aqui teclando com a cara do fofão e relembrando de outros cuidados que tomamos. Inconvenientes acontecem, mas nada justifica já sair de casa com um problema que poderia ser resolvido com muito mais conforto no Brasil. Então, fundamental fazer um check-up odontológico e ir aos médicos de rotina – o que vai variar de pessoa pra pessoa. O importante é refletir que o que é um simples tratamento de cárie pode se tornar um drama se tiver que ser resolvido na Índia ou no Zimbábue. Dentro do possível, comece a viagem saudável!

Vacinas

O tema é extenso e as vacinas necessárias irão variar de país pra país. No nosso caso, fizemos praticamente o pacote completo. Com tantos lugares diferentes, tomamos uma bateria de agulhadas que nos furaram os braços, as nádegas e os olhos. Vacinas não são exatamente baratas e uma dica é tomar o que for possível em postos de saúde. De modo geral, não há porque preocupar-se com a qualidade, que pode até ser melhor do que nas clínicas particulares. Mas, isso não te dispensará de procurar por uma. Nós contamos com a ajuda de duas médicas especializadas que não só nos orientaram sobre quais vacinas tomar (em função dos países que visitaremos), como montaram um planejamento de vacinação que só encerraremos na véspera da viagem. Isso porque não dá para tomar tudo ao mesmo tempo – seu corpo não suportaria e adoeceria – e algumas delas exigem que se tomem reforços após certo tempo. Por sinal, é bom começar com seis meses de antecedência, já que esse é o prazo padrão para tomar três doses contra a hepatite B.

A febre amarela é um caso à parte. Independente do destino, ela é exigida dos brasileiros por ser endêmica por aqui. Tome em qualquer posto de saúde e faça o certificado internacional em um posto da Anvisa (muitos aeroportos têm). Sem isso, sua entrada será barrada em vários países. Nos vacinamos também contra hepatite A e B, meningite, raiva, febre tifóide, poliomielite, tétano, gripe comum, H1N1, cólera e até para “diarréia do viajante”. Soa estranho, né… Mas, sabe aquela dor de barriga que você teve quando foi pra Bahia e não se adaptou bem à comida e à água? Pois é, dá para se prevenir contra isso. Assim como o cólera, você não eliminará 100%  da probabilidade, mas aumentará bem as suas chances de passar ileso.

E não há vacina contra a malária. O que é um problemão, já que estaremos por muitos meses na área de risco e essa doença definitivamente não é banal. A solução é fazer uma espécie de tratamento preventivo. Enquanto estivermos expostos ao risco, teremos que tomar remédios que reduzem as possibilidades de contrairmos a doença, mesmo se o Aedes Aegypti estiver por perto. E atenção, a primeira medicação que pensamos em comprar custaria R$600 a caixinha. E isso para apenas uma pessoa e para durar somente três semanas. Para se ter uma ideia, tomaremos o remédio durante sete meses. Faça as contas e compartilhe do nosso susto! No final, tomaremos outro que custará R$12 e durará um mês. Em troca, maiores chances de sofrer com os efeitos colaterais. É como dizem, não existe almoço grátis! E há quem não tome remédio algum e aposte todas as suas fichas nos repelentes. A princípio, não será o nosso caso.

Nos próximos posts concluímos o assunto “saúde” que, se não é dos mais agradáveis, é com certeza dos mais importantes.

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